How to Disappear Completely
Kid A (2000)
That there
Aquilo ali
That’s not me
Não sou eu
I go
Eu vou
Where I please
Para onde eu quiser
I walk through walls
Eu atravesso paredes
I float down the Liffey
Eu flutuo pelo rio Liffey
I’m not here
Eu não estou aqui
This isn’t happening
Isso não está acontecendo
I’m not here
Eu não estou aqui
I’m not here
Eu não estou aqui
In a little while
Daqui a pouco
I’ll be gone
Eu terei ido embora
The moment’s already passed
O momento já passou
Yeah, it’s gone
Sim, já passou
And I’m not here
E eu não estou aqui
This isn’t happening
Isso não está acontecendo
I’m not here
Eu não estou aqui
I’m not here
Eu não estou aqui
Strobe lights
Luzes estroboscópicas
And blowing speakers
E alto-falantes estourando
Fireworks
Fogos de artifício
And hurricanes
E furacões
I’m not here
Eu não estou aqui
This isn’t happenin’
Isso não está acontecendo
I’m not here
Eu não estou aqui
I’m not here
Eu não estou aqui
Ah-ah, ah-ah
Ah-ah, ah-ah
Ah-ah, ah-ah
Ah-ah, ah-ah
Ah-ah
Ah-ah
Ah-ah, ah-ah-ah
Ah-ah, ah-ah-ah
Ah-ah-ah
Ah-ah-ah
Ah-ah-ah
Ah-ah-ah
Ah-ah-ah, ah-ah
Ah-ah-ah, ah-ah
Sobre a música
Lançada em 2000, How to Disappear Completely faz parte de Kid A, do Radiohead. A composição surgiu de um período de exaustão de Thom Yorke durante as turnês da banda, e seu refrão foi inspirado em um conselho de Michael Stipe, do R.E.M., para enfrentar momentos de ansiedade. Na letra, o narrador tenta se convencer de que não está ali, como se imaginar distante de tudo fosse uma maneira de suportar aquilo que está vivendo.
Essa tentativa de escapar sem sair do lugar me parece bastante familiar. Existem momentos em que tudo o que queremos é desaparecer por algumas horas, sem responder mensagens, tomar decisões ou atender às expectativas de ninguém. Consigo entender esse desejo de silêncio, mas a música me faz pensar no limite entre buscar descanso e se desligar da própria vida. Afinal, o narrador continua presente, mesmo repetindo que não está ali. E acho inquietante perceber como podemos nos afastar de tudo, inclusive de nós mesmos, quando a realidade se torna difícil de enfrentar.