No Surprises
OK Computer (1997)
A heart that’s full up like a landfill
Um coração tão cheio quanto um aterro sanitário
A job that slowly kills you
Um trabalho que vai te matando aos poucos
Bruises that won’t heal
Feridas que nunca cicatrizam
You look so tired, unhappy
Você parece tão cansado, tão infeliz
Bring down the government
Derrubem o governo
They don’t, they don’t speak for us
Eles não, eles não falam por nós
I’ll take a quiet life
Eu só quero uma vida tranquila
A handshake of carbon monoxide
Um aperto de mão com o monóxido de carbono
And no alarms and no surprises
Sem alarmes e sem surpresas
No alarms and no surprises
Sem alarmes e sem surpresas
No alarms and no surprises
Sem alarmes e sem surpresas
Silent
Silêncio
Silent
Silêncio
This is my final fit
Este é meu último acesso de revolta
My final bellyache with
Minha última reclamação, antes de
No alarms and no surprises
Não haver alarmes nem surpresas
No alarms and no surprises
Sem alarmes e sem surpresas
No alarms and no surprises, please
Sem alarmes e sem surpresas, por favor
[Pausa instrumental]
Such a pretty house
Uma casa tão bonita
And such a pretty garden
E um jardim tão bonito
No alarms and no surprises (Let me out of here)
Sem alarmes e sem surpresas (Me tira daqui)
No alarms and no surprises (Let me out of here)
Sem alarmes e sem surpresas (Me tira daqui)
No alarms and no surprises, please (Let me out of here)
Sem alarmes e sem surpresas, por favor (Me tira daqui)
Sobre a música
Lançada em 1997, No Surprises faz parte de OK Computer, do Radiohead. A música contrasta uma melodia quase infantil com uma letra sobre esgotamento, alienação e o desejo de escapar. O narrador descreve um trabalho que o consome lentamente e uma vida aparentemente ideal, com casa e jardim, que já não consegue suportar.
Essa contradição me faz pensar em como aprendemos a associar felicidade à estabilidade, mesmo quando a rotina nos deixa exaustos. A imagem de uma vida tranquila parece desejável, mas, na música, esconde alguém que pede para sair dali. Acho perturbador como podemos nos acostumar tanto ao cansaço que deixamos de questionar o que estamos vivendo. No fundo, o narrador deseja que nada mais o perturbe, mas também precisa desesperadamente que alguma coisa mude.