Vista aérea de Olinda em primeiro plano, com as igrejas barrocas e casas coloridas sobre as ladeiras, e Recife ao fundo separado pelo Rio Beberibe
Olinda (frente) e Recife (fundo) — separadas pelo Rio Beberibe, coladas no cotidiano.

Olinda é uma das cidades históricas mais conhecidas do Brasil. Fica colada com Recife, mistura arquitetura colonial, cultura popular e um cotidiano urbano bem vivo.

É o tipo de cidade que não se consome só como turismo. Ela acontece no detalhe, nas ladeiras, no barulho, no improviso.

Um pouco da história

Fundada em 1535, Olinda foi um dos principais centros econômicos do período colonial, especialmente por conta da produção de açúcar. É a mais antiga cidade brasileira com título de Patrimônio Mundial pela UNESCO — reconhecida em 1982.

A cidade foi invadida e destruída durante a ocupação holandesa no século XVII e depois reconstruída mantendo o traçado urbano original.

Uma curiosidade pouco conhecida: em 1860, um astrônomo francês chamado Emmanuel Liais descobriu um cometa daqui — o único cometa descoberto no Brasil, que ficou conhecido como Cometa Olinda.

O que define a cidade

Olinda não é plana. A cidade é feita de ladeiras, o que muda completamente a experiência de circular por ela. As casas coloridas, igrejas antigas e mirantes criam uma relação constante com o mar, mesmo quando você está no meio da cidade.

Carnaval

O carnaval de Olinda não tem arquibancada. Acontece na rua, nas ladeiras, nas escadarias. Dois ritmos dominam: o frevo, com seu andamento acelerado e os guarda-chuvas coloridos, e o maracatu, mais grave, com percussão densa e raízes africanas.

Os bonecos gigantes são o símbolo mais visível. Cada um é operado por uma só pessoa por dentro. Chegam a vários metros de altura e costumam representar figuras históricas e personalidades populares.

Pontos para conhecer

Uma observação mais pessoal

Eu moro aqui porque gosto de cidade com história visível, com ladeira, com barulho de festa e silêncio de rua vazia coexistindo a dois quarteirões de distância. Não é perfeita. Mas é viva.

Fotos via Wikimedia Commons, licenças CC BY-SA e domínio público.